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Jun 18 / Brynner

O Amor Fundado no Paradigma da Família

Nosso planeta encontra-se doente devido aos problemas sociais, econômicos e ambientais que nós mesmos criamos. A Revolução Industrial foi um dos fatores mais perceptíveis do colapso da família, onde pais e filhos ingressaram em um sistema capitalista que visa nada além do lucro. A demanda por mão-de-obra foi uma crescente, e agregada à questão da sobrevivência e ignorância intelectual levou tanto os homens quanto as mulheres e crianças a trabalharem em altíssimas cargas horárias recebendo baixíssimos salários, resultando numa fragmentação familiar. No entanto há outro fator antecessor conhecido como “ausência de amorâ€, narrado na Bíblia Sagrada, que explica o porquê da rebeldia, egocentrismo e ganância do homem. Esses sentimentos negativos não são recentes, apenas foram encapsulados e aplicados em etapas diferentes no pensamento do homem ao longo dos séculos.

Na Antiguidade o homem era conectado à natureza e vivia “a lei da selvaâ€, onde era submetido desde criança ao preparo militar. A maioria dos povos visavam o imperialismo e utilizavam de quaisquer artifícios para alcançar seus objetivos, inclusive matar seus inimigos e familiares, contrariando aos princípios bíblicos que dizem: “Não matarás†(Exôdo 20:13) e “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.†(Efésios 6:12).

Na Idade Média o homem era submetido à ideologia e (des)ordem da Igreja Católica, que detinha poder “espiritual†e político, influenciando os modos de pensamento e comportamento da sociedade. Ela distorcia os significados éticos e morais bíblicos e não permitia o entendimento e a disseminação das Escrituras Sagradas, realizando missas em latim, vetando traduções dos evangelhos e assassinando pessoas nas “santas†inquisições, a fim de coibirem àqueles que estivessem em seu caminho, contrariando assim os ensinamentos bíblicos que dizem que não devemos fazer acepção de pessoas (Romanos 2:11 e Tiago 2:9) e que a palavra de Deus deve ser propagada em todas as nações (Marcos 16:15).

A Idade Moderna foi uma evolução importantíssima do pensar e agir do homem a fim de romper os grilhões do “imperialismo romanoâ€. Em contrapartida ele trocou o pouco que tinha de fé em Deus pela razão e pelo humanismo, e consequentemente pelo individualismo. Isso indiscutivelmente foi plausível pelo fato de que outrora, na Idade Média, sofreu constantes pressões pela Igreja Católica, que usava o nome de Deus para justificar seus atos.

Nos dias atuais, com o pensamento contemporâneo, percebemos, que de modo geral, algo não foi preenchido durante a existência do homem. Sempre queremos mais, nunca estamos satisfeitos com o que temos. Em prol da nossa ganância, somos capazes de prejudicar até mesmo nossos amigos e familiares. Diariamente podemos avaliar o crescimento exarcebado da violência e da depressão. Estamos vivendo um caos, que também foi visto em diferentes ângulos e escalas nos períodos anteriores. Então, qual é o problema? Qual a solução? Com o quê precisamos preencher nosso vazio? Em nenhuma dessas fases o amor foi enaltecido, pelo contrário, foi subjulgado e trocado pelo individualismo. Jesus disse: “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis.” (João 13:34).

A família é a base da sociedade e representa um grupo social primário que influencia e é influenciada por outras pessoas. A vida em família contribui significavelmente para estabelecer o caráter das pessoas e as relações harmoniosas em casa, através da ética, proporcionam princípios morais. A concepção da família dá-se através do casamento, e sendo ele desestruturado, não-fundamentado em valores éticos e morais, tende-se a ser destruído por conta da infidelidade, desrespeito, contendas e intrigas. Consequentemente esses problemas irão afetar nossos filhos e a probabilidade das gerações vindouras seguirem a mesma idéia de pensamento será muito maior, desencadeando portanto um círculo vicioso.

Acredito que a solução para o paradigma família deve ser fundamentada no amor, e relaciono algumas ações que contribuam para o objetivo:

  • Casamentos baseados em namoros saudáveis, onde haja reciprocidade da fidelidade, respeito, carinho e compreensão
  • Maior comunicação entre pais e filhos, onde reservem momentos para dialogar, se afetuar e orar a Deus
  • Participação e acompanhamento dos pais nas atividades escolares dos filhos
  • Que as escolas ofereçam disciplinas de sociologia, filosofia e bíblica (diferente de religião, que tende a seguir uma linha doutrinária)
  • Respeito e obediência de filhos para com os pais, mesmo atingindo a maioridade, contrariando a filosofia Kantiana
  • Ajudar sem esperar reciprocidade
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